Pesquisadores brasileiros testam bactérias no combate à poluição por petróleo

Bactérias no combate à poluição por petróleo são estudadas por pesquisadores do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IM/UFRJ). E estudo pode ajudar a recuperar ambientes poluídos por petróleo de forma natural.

O projeto divulgado na segunda-feira, 18 de junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), usa bactérias para degradar combustíveis fósseis, que são baseados em carbono.

Bactérias no combate à poluição por petróleo

O processo, chamado de bioremediação, consiste em selecionar e multiplicar em laboratório microorganismos do local, e os soltá-los no meio ambiente. “Uma vez degradado o combustível, a população de bactérias vai diminuindo naturalmente, devido à menor oferta de nutrientes,” explicou Alexandre Rosado, pesquisador do instituto.

Segundo o pesquisador, a fermentação aeróbia de bactérias do tipo Pseudomonas sp., isoladas em poços de petróleo, produz o biossurfactante (nome técnico do composto orgânico) que, por sua vez, permite acessar e degradar as cadeias de carbono do petróleo para obter energia. O resultado é uma espécie de “biodetergente” que desaparece à medida que também diminui a presença do combustível fóssil na área afetada.

Mas para ser eficiente, o biodetergente exige que o local afetado tenha uma flora bacteriana capaz de processar combustíveis fósseis, condicionou Rosado. “Desenvolvemos um projeto de limpeza no mangue que, normalmente, demoraria 30 anos para se limpar sozinho. Com o uso da bioremediação, o lugar está recuperado em apenas três anos”, concluiu o pesquisador da UFRJ.